A Persistência Sempre Fez Parte de Mim.

os textos anteriores, contei como descobri o universo digital e comecei a construir um novo caminho para minha vida.

Mas, pensando bem, essa história começou muito antes.

Hoje quero voltar ao passado para mostrar que a determinação, a persistência e o otimismo sempre fizeram parte da minha personalidade.

Mesmo quando tudo parecia dar errado, eu procurava encontrar uma razão para continuar. Hoje acredito que foi essa maneira de enfrentar a vida que me trouxe até aqui.

Quero compartilhar um acontecimento marcante que vivi ainda muito jovem. Uma experiência que me ensinou que a opinião de outra pessoa não determina aquilo que somos capazes de conquistar.

Meu primeiro “não”

Venho de uma família humilde e, desde cedo, sonhava em conquistar minha independência financeira.

Queria ajudar meus pais e pagar minhas próprias despesas, inclusive o material escolar.

Quando completei 16 anos, soube da inauguração de um supermercado próximo de casa. Saí muito animada, acreditando que aquela poderia ser a oportunidade do meu primeiro emprego.

Ao chegar, encontrei uma fila enorme de candidatos. Esperei pacientemente até chegar a minha vez.

Quando entrei na sala, o gerente olhou para mim e perguntou:

— Você veio acompanhada?

Respondi que não.

Expliquei que já tinha 16 anos e estava ali porque queria trabalhar.

Foi então que ouvi uma frase que jamais esqueci:

— Você é muito criança para trabalhar. Precisa crescer primeiro.

Eu era baixinha, magrinha e tinha aparência de ser ainda mais jovem.

Talvez existissem outras maneiras de dizer que eu não havia sido escolhida, mas aquelas palavras ficaram marcadas em minha memória.

Saí dali triste, mas não derrotada.

Naquele dia, decidi que a opinião de uma pessoa jamais definiria quem eu seria ou aquilo que conseguiria realizar.

Pouco tempo depois, conquistei meu primeiro emprego.

Anos mais tarde, ingressei no serviço público, onde construí uma trajetória profissional de 31 anos.

Ser baixinha e magrinha nunca me tornou incapaz.

O que aprendi naquele momento

Hoje compreendo que aquele primeiro “não” não determinou o meu futuro.

As palavras do gerente poderiam ter me feito acreditar que eu não estava preparada. Em vez disso, despertaram em mim uma vontade ainda maior de conquistar minha independência e provar, principalmente para mim mesma, que eu era capaz.

Aquele momento revelou uma característica que me acompanharia por toda a vida:

a persistência para continuar, mesmo quando alguém dizia que eu não conseguiria.

Reflexão da Idealizadora

Nem sempre as pessoas enxergarão a nossa capacidade.

Às vezes, precisaremos continuar mesmo sem receber incentivo, confiando que um “não” representa apenas um momento — e não o nosso destino.

Hoje, olhando para trás, percebo que aquela menina não precisava crescer para provar que era capaz.

Ela precisava apenas de uma oportunidade para começar.

Continua…

No próximo capítulo, vou contar como essa persistência me ajudou a enfrentar um obstáculo inesperado durante a realização do sonho da casa própria.

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